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Cezar Sucupira
Educação e Consultoria Ltda.

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GESTÃO DOS SUPRIMENTOS

Na média das empresas industriais, acima de 50% das atividades que acrescentam valor ao produto final são realizadas fora de sua linha de produção. São realizadas pelos fornecedores de matérias primas ou de componentes. Em segmentos como os de informática este percentual é mais elevado ainda.

O modelo de produção implantado pela VW na sua fábrica de Rezende-RJ, batizado de consórcio modular, repassa para os fornecedores praticamente todo o trabalho de fornecer os componentes e montá-los nos veículos. A terceirização de atividades, tanto na indústria quanto no comércio e serviços, também é fator de incremento de uma dependência cada dia maior dos fornecedores.

Este cenário desafia as empresas a focalizarem com máxima prioridade a área de suprimentos, principalmente nos aspectos relativos a qualificação, desenvolvimento, contratação e certificação de fornecedores.

SELEÇÃO E QUALIFICAÇÃO

O processo de seleção e qualificação de fornecedores não pode mais ser efetuado de forma simplista, baseando-se somente em cadastros  bolorentos, coletânea de cartões de visita ou diretórios de indústrias/serviços. Há que se investigar com profundidade a competência dos fornecedores nos aspectos produtivos, administrativos, financeiros e mercadológicos. Tais investigações devem ser conduzidas por pessoal das áreas técnicas e de compras, utilizando-se instrumentos de pesquisa que permitam tabulações práticas para eventuais comparações. Avaliação do serviço prestado pelos fornecedores a seus clientes também devem ser obtidas através de sinais evidentes.

O investimento de tempo e recursos nesta etapa é fundamental para que as etapas seguintes sejam facilitadas. Afinal de contas, conhecer bem as potencialidades e as restrições de um fornecedor propicia um processo de desenvolvimento e negociação bem mais orientado, evitando que se negociem contratos baseados na prática simplista da concorrência de preços.

DENVOLVIMENTO DE FORNECEDORES

A etapa de desenvolvimento varia grandemente, tanto para atender necessidades específicas de quem está comprando quanto para sobrepassar restrições evidenciadas na fase de qualificação. Planos de ação preparados em conjunto com o fornecedor devem ser objeto de constante auditoria pelo comprador, podendo, em grande parte dos casos, terem duração superior ao período de negociação. Desta forma, iniciam-se os fornecimentos ainda antes de cumprir melhorias ou alterações que visem melhores condições de entrega, qualidade, custo, segurança ou tecnologia.

NEGOCIAÇÃO E CONTRATAÇÃO

A fase de contratação, na moderna concepção de gestão de suprimentos, implica cada dia mais em um processo racional de negociação, ao invés do tradicional processo de concorrência. É condição fundamental para o conceito de parceria que o fornecedor abra e discuta seus custos e margens e que o comprador consiga identificar corretamente qual é o custo e não somente qual é o preço.

O processo de negociação nas compras de ocasião, logicamente terá curso de forma diferente da indicada acima, porém, quanto mais o comprador conhecer de métodos de custeio  e informações de preços de mercado, inclusive as obtidas nas publicações especializadas ou na internet, melhores serão suas condições para negociação, mesmo de compras de ocasião.

Quanto à contratação em si, a ótica hoje é a de acordos de longo prazo, prorrogáveis automaticamente, com quantidades em aberto e preços que poderão ser renegociados sem que haja interrupção dos fornecimentos. Tais contratos podem, inclusive, estabelecer cláusulas desafiantes para o fornecedor, de forma a que este proporcione, no futuro, menores prazos, menores custos, melhor qualidade, etc...

CERTIFICAÇÃO

Finalmente, a moderna gestão de suprimentos se completa pelo processo de certificação dos fornecedores. A certificação é uma declaração de que o fornecedor atende um conjunto de parâmetros de desempenho estabelecidos de comum acordo com a empresa compradora. Tais parâmetros devem contemplar o conceito de qualidade total que é o de fornecimentos na quantidade exata, no tempo determinado e na qualidade requerida.

MUDANDO OS CONCEITOS

O processo de mudança de conceitos na atuação das áreas de compras necessita de apoio educacional, estabelecimento de políticas e procedimentos adequados aos novos tempos e, algumas vezes, reestruturação dos departamentos de suprimentos ou materiais.

É fundamental que sejam elaborados planos estratégicos de suprimentos de forma a orientar os profissionais da área no desenvolvimento de suas atividades em consonância com os objetivos da organização em que atua.

A  Cezar Sucupira tem tido destacada atuação neste segmento, com excelentes resultados, e poderá ajudá-lo nesta jornada.